Blog do Erich Beting

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19/06/2009

"Forrest Gump" promove corrida no Rio

Sacada genial da Dream Factory, agência que está coordenando a organização da Maratona Caixa do Rio de Janeiro, no próximo final de semana. Foi feita uma ação de marketing nas ruas do Rio de Janeiro para atrair os corredores locais.

O vídeo foi inspirado no filme "Forrest Gump". Quem viu, vai associar na hora o personagem interpretado por Tom Hanks com o "corredor" que aparece no filme.

Uma ideia simples, de baixo custo para promoção, mas que traz um retorno importante tanto para as pessoas que querem correr quanto para aquelas que não sabiam da realização do evento na sua cidade.

Ideias simples geralmente produzem as melhores sacadas de marketing. Veja abaixo o vídeo e tire suas conclusões.

Por Erich Beting às 13h18

Deixem as vuvuzelas em paz!

Jogadores, jornalistas e dirigentes reclamam das vuvuzelas nos estádios da África do Sul. Após cinco anos de críticas e sinais de alerta para a situação da organização sul-africana da Copa do Mundo, finalmente temos uma noção mais concreta do que será o primeiro Mundial na África.

E, logo que a gente começa a ter uma ideia, a primeira característica genuinamente sul-africana sofre o boicote de todos! Sim, vendo os jogos pela televisão aqui do Brasil, chegamos a nos incomodar com o ensurdecedor barulho das cornetas. Ontem, até o Galvão Bueno abriu a porta da cabine da Globo para mostrar que o buzinaço ficava ainda maior. Mas, diga-se de passagem, só para mostrar o quanto isso ecoava no estádio, e não para pedir silêncio.

A Fifa teima em dizer que a Copa do Mundo é dela, sendo realizada num país-sede. Ela já exige, como ponto de partida para a Copa, que o anfitrião arrume seus estádios conforme as exigências dela, sem se preocupar com a realidade local pré e pós competição. Além disso, os preços dos ingressos, para valorizar o espetáculo, são colocados na altura.

E a Copa, de fato, vira da Fifa, com poucos resquícios da cultura do país-sede. Já se foi o tempo em que a Fifa não jogava tão pesado assim. Na verdade, foi-se o tempo em que o principal torneio de futebol não era visto como uma máquina registradora.

Imagine se a ola fosse proibida nos estádios mexicanos em 1986? Hoje os eventos esportivos teriam bem menos graça sem ela.

O futebol - e especialmente a Copa do Mundo - é um grande negócio, sem dúvida. Mas a cultura do futebol não pode, de maneira alguma, se sobrepor aos rituais locais.

Por favor, deixem as vuvuzelas em paz! Para o bem até do negócio do futebol.

Por Erich Beting às 13h04

18/06/2009

A discrepância dos salários dos técnicos nos EUA e aqui

A revista Forbes divulgou nesta semana a lista com os dez maiores salários de treinadores das ligas profissionais do esporte nos Estados Unidos. Mais curioso do que ver o quanto ganham os mais badalados treinadores nos EUA, é fazer a comparação dos megasalários dos americanos com alguns valores pagos aos treinadores de futebol no Brasil.

A lista da Forbes tem no topo Phil Jackson, o supercampeão de basquete e que ganhou mais uma neste ano com o LA Lakers. Ao ano, Jackson fatura US$ 10,3 milhões. O décimo colocado no ranking é o treinador do Seattle Seahawks, Jim Mora. Ele ganha, a cada temporada, US$ 5 milhões. Mas será que esses números são mesmo de impressionar?

Perto dos atletas mais bem pagos, os treinadores não estão com essa bola toda. Os esportistas americanos mais valorizados faturam na casa das dezenas de milhões por ano. Phil Jackson, por exemplo, recebe metade do salário de Kobe Bryant, seu comandado no Lakers. Isso sem contar o que Bryant ganha a mais com contratos publicitários por ser um grande jogador em atividade.

Mas o ponto que chama mais a atenção na lista dos treinadores mais bem pagos é na comparação com o Brasil. Se pudéssemos fazer uma lista dos técnicos mais ricos do país, provavelmente ela seria encabeçada por Vanderlei Luxemburgo, do Palmeiras. Ao ano, ele recebe cerca de US$ 3 milhões só de salários no clube paulista. Próximo a ele estariam, nesse ranking, Muricy Ramalho e Mano Menezes, que ganham cerca de US$ 1 milhão a menos por ano em relação a Luxemburgo.

Esse número, sim, é de se impressionar.

Os valores dos treinadores mais bem pagos do Brasil estão, como se pode ver, muito próximos dos números alcançados pelos mais bem pagos nas ligas esportivas americanas. Isso poderia ser motivo de orgulho para o esporte brasileiro. Não fosse por um motivo óbvio.

A geração de receitas dos times de futebol do Brasil em comparação com as franquias dos EUA é absurdamente inferior.

Enquanto, por lá, clubes como Lakers (NBA), NY Yankees (MLB) ou New England (NFL), geram cerca de US$ 1 bilhão por ano, por aqui Inter e São Paulo, os dois clubes de futebol que mais movimentam dinheiro ao ano, não chegam a US$ 100 milhões (alteração feita agora, 20h. Erro grave de informação na parte da manhã, peço desculpas a todos. Desde 2005 que o São Paulo já arrecada mais de R$ 100 milhões ao ano. Obrigado a Caio e Bruno por terem chamado a atenção).

Alguma coisa está muito errada nessa valorização dos treinadores brasileiros...

Por Erich Beting às 11h42

17/06/2009

Basquete celebra público "do futebol"

O Novo Basquete Brasil, em reta final de decisão do campeonato, comemorou nesta quarta-feira a explosão de público na final entre Flamengo e Universo. Segundo os organizadores da competição, a média de torcedores nas três primeiras partidas da decisão foi de cerca de 12 mil pessoas por partida. O NBB celebra o fato de que o número se aproxima dos atuais quase 15 mil torcedores por jogo no Campeonao Brasileiro de Futebol.

Há alguns fatores que explicam essa semelhança entre os dois. O primeiro deles é o momento das duas competições. O basquete está no término de seu campeonato. O futebol ainda está nas suas primeiras rodadas e, coisas do calendário, concorrendo com as decisões da Copa Santander Libertadores e da Copa Kia do Brasil.

Além disso, o próprio futebol ajudou, indiretamente, ao aumento de público no basquete. A presença do Flamengo, clube de massa, ajuda a levar torcedor ao ginásio. Isso faz com que o público aumente.

Por fim, um importante fator que ajuda no acréscimo de público é a presença da Globo transmitindo, via Sportv, a competição. Afinal, além do canal fechado que tem uma maior audiência, a emissora tem chamado, dentro de sua programação, a decisão do NBB em reportagens. Isso também chama a atenção para a disputa.

É um bom sinal para o basquete. Resta manter o ritmo para, na frente, colher mais frutos dessa relação.

Por Erich Beting às 21h13

Pinheiros anuncia patrocinador na segunda

O Clube Pinheiros vai anunciar na próxima segunda-feira o nome de seu patrocinador do time masculino de vôlei. A empresa ajudou o clube a investir na contratação de Giba, Gustavo, Marcelinho e Rodrigão, que assinaram acordo por três anos com o Pinheiros.

Um acordo de confidencialidade assinado entre empresa e clube impede que o nome do novo patrocinador seja anunciado antes da segunda-feira, quando será feita a apresentação oficial dos atletas.

É muito provável que seja uma nova marca a apostar no vôlei. O certo é que a contratação do quarteto não está dentro do projeto de Lei de Incentivo ao Esporte. O Pinheiros tem quase R$ 16 milhões aprovados para captação pela lei. Até o momento, apenas R$ 1 milhão entrou para o clube.

Por Erich Beting às 09h47

16/06/2009

Zidane faz Danone mudar data de campeonato

O ex-jogador da França, Zinedine Zidane, foi o principal responsável pela mudança da fase final da décima edição da Copa das Nações Danone, promovida anualmente pela empresa francesa e que reúne crianças de 10 a 12 anos do mundo inteiro. Só no Brasil, são mais de 300 times e 7 mil garotos disputando a fase nacional da competição.

Embaixador mundial da companhia e padrinho da competição desde 2005, Zidane pediu para mudar a data de realização da fase decisiva do torneio. Tradicionalmente, o campeonato acontece na primeira semana de setembro, na França, período que marca também a volta às aulas no país europeu. Neste ano, por conta do ano da França no Brasil, o torneio será decidido nas bandas de cá, no dia 11 de outubro.

E só não será na sua data tradicional porque Zidane se negou a se separar dos filhos no período original da disputa. O ex-meia, eleito por três vezes o melhor jogador do mundo, disse que não poderia deixar de acompanhar a volta às aulas dos filhos, levando-os pessoalmente à escola.

Em atitudes como essa percebemos porque alguns ídolos atingem uma dimensão muito maior do que a de seus feitos esportivos. Sim, Zidane foi capaz de perder a cabeça em diversas situações como esportista (as Copas de 1998 e 2006 mostram isso claramente). Mas, fora das quatro linhas, ele mostra porque é um craque que continua na ativa.

Por Erich Beting às 18h33

15/06/2009

Fifa "impõe" propaganda às TVs

A transmissão da Globo do primeiro jogo do Brasil na Copa das Confederações teve um novo ingrediente. Galvão Bueno encerrou as transmissões e, em vez do tradicional "plim-plim", acompanhamos a entrada da vinheta da Fifa. Foi assim também nas outras emissoras que transmitiram o jogo.

Até então, essa obrigação de encerrar a transmissão do evento com o filme da Fifa era restrita às TVs fechadas. Mas agora a Globo e a Band também tiveram de aderir ao esquema introduzido desde o final da Copa do Mundo de 2006 pela entidade máxima do futebol.

A Fifa decidiu impor às televisões que transmitem suas competições o uso de sua vinheta oficial da transmissão do evento. Se fosse algo apenas institucional, menos mal.

Mas o importante é que ela tem embutida a exposição da logomarca de patrocinadores da Fifa. No final de Brasil 4x3 Egito, entraram as marcas de Adidas e Coca-Cola.

As duas empresas não pagaram nada às TVs para terem essa exposição. Mas conseguiram sua aparição graças à imposição da Fifa na negociação de venda dos direitos de transmissão de suas competições.

Ou segue a regra que ela impõe, ou dança.

Na queda de braço, até a Globo submeteu-se à norma da Fifa. É o poder que o esporte consegue ter para garantir mais exposição aos seus patrocinadores e, com isso, faturar mais dinheiro.

Não deixa de ser um bom exemplo para outras modalidades conseguirem melhorar as péssimas condições de negociação com a mídia...

Por Erich Beting às 13h08

Sobre o autor

Erich Beting passou pela Folha de S.Paulo, foi repórter especial do diário Lance!, criou em 2005 a Máquina do Esporte, veículo pioneiro na cobertura dos negócios do esporte no Brasil e atua como comentarista do canal BandSports. É consultor editorial da Universidade do Futebol e professor dos cursos de pós-graduação em Gestão e Marketing Esportivo da Universidade Gama Filho, da Faculdade Trevisan e da Universidade Anhembi-Morumbi.

Sobre o blog

Erich Beting escreve sobre negócios do esporte e analisa o noticiário do ponto de vista econômico, do marketing e da gestão esportiva.

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