Blog do Erich Beting

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04/07/2009

Mundos distantes

Para quem acompanhou, e comentou por aqui, sobre a bagunça que ficou o campo do Beira-Rio após a conquista do Corinthians na Copa Kia do Brasil. Abaixo foto tirada por mim no estádio Olímpico de Berlim logo após a Itália ter sido campeã do mundo.

Reparem no comportamento da imprensa, que não participou ativamente da festa. É claro que muitos seguranças garantiam que apenas a TV oficial da Fifa fizesse imagens de dentro do campo. Mas é disso, principalmente, que o jogador reclama quando conquista o título.

E, cá entre nós, é bem melhor para quem está em casa poder ver a imagem limpa, sem aquela guerra entre jornalistas pelo melhor ângulo, a melhor imagem, etc.

Por Erich Beting às 20h24

03/07/2009

O risco da Indy em Ribeirão

Na semana passada, foi definido que, se a Fórmula Indy vier ao Brasil, ela será disputada em Ribeirão Preto. Para variar, o interesse político tem interferido diretamente na questão de escolha de sede. E isso pode interferir diretamente no sucesso do projeto.

Até agora, pelo que deu para apurar, a situação da escolha de Ribeirão Preto é muito clara. Um lobby ferrenho dos produtores de álcool (afinal, o etanol é o combustível da Indy e uma relação de longa data de Antonio Palocci, ex-prefeito da cidade, com o Planalto.

A política jogou a favor de Ribeirão, que nem autódromo decente para a disputa tem. A expectativa é de que a conta sairá por volta de R$ 15 milhões para conseguir fazer o evento.

O problema é que, com todo esse cenário, não existe tanta gente interessada em pagar essa conta. É bem provável que tudo fique para a última hora e, para variar, o governo banque o negócio.

Só para variar...

Por Erich Beting às 18h20

02/07/2009

Ronaldo e a chuteira "pintada"

Muitas pessoas indagaram por aqui o fato de Ronaldo aparentemente ter jogado com a chuteira "pintada" na decisão da Copa Kia do Brasil. Vendo pela televisão, muitos acharam que o atacante tivesse retirado o logotipo da Nike de maneira propositada, ficando com o modelo inteiro preto.

Não, Ronaldo não rompeu seu contrato com a Nike. Muito, mas muito longe mesmo, de isso acontecer. Ronaldo é uma bandeira da Nike. Em Beaverton, sede da empresa nos EUA, cada prédio é "batizado" por um grande patrocinado da marca. Tiger Woods dá nome ao local do golfe. Michael Jordan aparece no de basquete. E Ronaldo é "o cara" do campo de futebol da sede que abriga 5 mil trabalhadores. O Fenômeno, inclusive, é apontado pela empresa como um dos responsáveis pela Nike existir no mercado de futebol.

A chuteira, do modelo Nike Tiempo Legend, é assim mesmo, meio "esquisitona". O modelo preto é fabricado na cor preta com o famoso logotipo da empresa em preto. O modelo branco, tem a cor branca, com o swoosh, nome do logo da Nike, em branco.

As fotos abaixo são de divulgação da Nike. Em tempo, D'Alessandro, meia do Inter, jogou a decisão de ontem com o mesmo modelo, mas na cor branca.


A chuteira usada por Ronaldo na quarta-feira e, abaixo, o modelo que D'Alessandro calçou.

Por Erich Beting às 19h51

Resposta do Corinthians

A discussão sobre a atitude do Corinthians na final da Copa Kia do Brasil tem rendido. E publico, abaixo, em itálico, resposta enviada pelo clube paulista a respeito do meu comentário:

"Prezado Erich Beting, boa tarde!

De acordo com o que foi publicado em seu blog na manhã desta quinta-feira, 02 de julho, o Departamento de Marketing concorda com suas críticas, falhamos na aprovação do material e nunca trabalhamos desta forma, vale ressaltar que na conquista do Campeonato Paulista você não fez qualquer citação sobre os patrocinadores, em relação a comemoração no gramado.(que estavam nas camisetas)

Infelizmente, criticar no momento em que aparece o erro é muito fácil, mas não vimos nenhum elogio no seu blog quando fizemos a camiseta comemorativa com os patrocinadores na ocasião do Paulista. Será que somente as notícias negativas dão repercussão?

Saudações alvinegras!

Departamento de Marketing e Comunicação-SCCP"

Abaixo a minha resposta:

Infelizmente as notícias ruins causam grande repercussão. Mas as boas também! E como já é notório dentro do departamento de marketing do próprio Corinthians, tanto eu, como jornalista, quanto a Máquina do Esporte, como veículo do qual sou proprietário, não partimos do princípio de que notícia boa é apenas a notícia ruim. Pelo contrário!

Tanto que a Revista Máquina do Esporte foi o primeiro veículo a publicar uma entrevista exclusiva com Luís Paulo Rosemberg, vice-presidente de marketing alvinegro, quando ele foi alçado ao cargo, ainda em 2007, para falar sobre os projetos e boas notícias para o marketing do clube.

Além disso, como já é sabido pelos leitores de Máquina do Esporte, sempre fazemos a eleição informal dos "Melhores do Ano" na área do marketing esportivo, como veículo pioneiro na cobertura desse tipo de noticiário. E, em 2008, o departamento de marketing do Corinthians foi considerado o grande vencedor do ano pela grande sacada que teve com a contratação de Ronaldo, mesmo antes de sabermos se ela daria certo ou não dentro de campo.

Além disso, neste ano, bastaria à diretoria de marketing do alvinegro lembrar que, aqui mesmo no blog, fiz elogios gerais aos clubes na época das finais dos Estaduais, ressaltando que finalmente as camisas comemorativas entraram na linha de produção de times e fabricantes, tal qual acontece no exterior (post reproduzido na íntegra ao final deste comentário). Elogio a todos os campeões estaduais e também ao Corinthians, que, como mesmo lembra o departamento de marketing, recordou-se, então, de colocar o logotipo dos seus patrocinadores...

Vale ressaltar que o post foi motivado principalmente pela atitude de Ronaldo, que mostrou uma maturidade pouco vista na indústria esportiva do país, ao lembrar-se do compromisso que tem com seus patrocinadores. Atitude de campeão, assim como todos os jogadores, comissão técnica e diretoria do Timão.

Agradeço ao clube pela preocupação em responder ao post. Como sempre digo, o objetivo das discussões e reflexões é sempre o de melhorar a qualidade da gestão do esporte no país. E, ao admitir a falha, o Corinthians não só mostra a sua grandiosidade, mas também que tem caminhado no rumo certo para fazer com que o futebol no Brasil acredite ser possível investir em marketing.

04/05/2009
Salvem as camisas!

Finalmente o futebol brasileiro começou a tornar obrigatória a exploração de uma estratégia simples de marketing. As camisas comemorativas dos campeões no futebol.

Os títulos estaduais mostraram o quanto já virou regra um clube fazer a camisa que comemora a conquista. Algo simples, de bom gosto e, principalmente, acessível para o público, com preços mais em conta do que as camisas oficiais de jogo.

Os produtos comemorativos geram receita para o fabricante da camisa, para o clube e, também, ajudam a combater a pirataria. Além disso tudo, fazem com que o torcedor se sinta privilegiado por poder vestir uma camisa que celebre um título.

Algo banal, que cria o hábito de consumo do torcedor, mas que até pouco tempo atrás era simplesmente ignorado pela maioria.

Salvem as camisas!

Por Erich Beting às 18h16

Ainda sobre a comemoração do Corinthians

Fiz o comentário sobre o Ronaldo e deixei o texto de uma forma que o pessoal não entendeu o que leu. Os leitores Paulo e Ricardo não se atentaram que disse que "apenas um jogador havia tirado o uniforme da celebração e mantido a camisa de jogo".

O Elias, por ter sido expulso, estava fora do campo, e subiu depois ao gramado. Só foi chegar ao pódio com a camisa comemorativa na mão, mas ainda vestindo o uniforme de jogo.

Acabei não colocando essa história e pareceu que fui "pró-Ronaldo" no post.

Na realidade, fui mesmo, e continuo sendo. Porque é importante lembrar que, por contrato, o Ronaldo tem participação nas marcas expostas na manga e no calção. E ele se mostrou lembrar desse compromisso com as marcas, diferentemente do clube.

E, aproveitando para responder ao comentário do Edilson, infelizmente mesmo na hora da festa, a crítica é exatamente porque não dá para esquecer do negócio quando se fala em futebol profissional do jeito que é hoje. Não o torcedor, mas quem trabalha no meio. Porque pode ter certeza que, se tem algo que pode fazer o patrocinador desistir do patrocínio é ter a sua marca retirada da camisa no momento mais nobre. Para ser reconhecido como vitorioso, ele precisa aparecer na foto da taça!

É como na hora do gol, em que o jogador tira a camisa para comemorar. Os clubes já perceberam que têm de coibir essa atitude.

O torcedor tem todo o direito de comemorar sem pensar nisso. Mas o gestor deveria saber que é importante olhar, e muito, para quem o apoiou nessa conquista...

Abaixo, os comentários dos leitores aos quais me referi:

[paulo]
parabens ao ronaldo, mostra q pensa naum só nele como naqueles que o patrocina. Mais falar que só o ronaldo estava com a camisa do jogo...é no minímo pedir pra ser chamado de "cego" colega....vai me dizer que o naum enchergasse o Elias ali, ou apenas o ronaldo merece credito? eta povinho que baba viu. mais é isso ai nação vamos comemorar que hj nós somos o time a ser batido e digo mais. Quem ganhou de nós no br09 ganhou e quem naum ganhou naum ganha mais....vamos rumo a triplice coroa timãooooooooooooooo

[Ricardo] [r_inforzato@yahoo.com]
Erich, eu olhei direito as fotos da entrega da taça e há outros jogadores com a camisa oficial de jogo do Timão, como o Elias, por exemplo. Veja: http://esporte.uol.com.br/album/090701final_album.jhtm?abrefoto=32#fotoNav=66

 [edilson] [edilson.luciana@uol.com.br]
Erick, É duro reconhecer,mas seu comentário esta coberto de razão,a diretoria do Corinthians pisou na bola. Mas vamos esquecer este erro agora e saudar o TIMÃOOOOOOOOOOO Um abraço

Por Erich Beting às 06h55

Na festa, só Ronaldo lembra de patrocínio

É muito legal vermos os clubes de futebol criando camisas especiais para comemorar títulos. Até, na época dos Estaduais, falei sobre isso por aqui. Cria uma novidade para a torcida, leva o cara a consumir mais, gera, na ponta final da história, mais dinheiro para o clube.

Mas o que o Corinthians acabou de fazer com os seus cinco patrocinadores além da Nike é um assombro.

Os jogadores do clube, tão logo foram campeões, vestiram a elegante camisa que celebra a terceira conquista da Copa do Brasil. Todos, sem exceção. Só que o uniforme não trazia nenhuma marca a não ser a da Nike, fabricante do uniforme!!!

Onde foram parar Batavo, Bozzano, Avanço, Pan-Americano e Carnê do Baú????

Na hora do pódio, porém, apenas um jogador havia tirado o uniforme de celebração e mantido a camisa de jogo (clique aqui para ver as fotos).

É, ele mesmo...

Ronaldo vestiu a camisa no início da festa, ainda longe da taça, mas na hora que daria a maior exposição aos patrocinadores, por conta da filmagem das TVs e das fotos, ficou com a camisa dos 90 minutos.

O pessoal geralmente reclama de que o dinheiro move tudo, e que ele faz isso de caso pensado. E é isso mesmo. Por isso é que é um jogador diferenciado, que sabe fazer negócio.

O Corinthians também deveria ter uma atitude igual à dele, e lembrar de todos os patrocinadores. Mas, na hora da festa, parece que só Ronaldo sabe ser profissional.

Por Erich Beting às 01h11

01/07/2009

Jogo dos números

Complementando o post anterior. A primeira jogada marketeira bem-feita por Olympikus e Flamengo foi a brincadeira dos números da camisa de Adriano.

O jogador atuou com as camisas 27, 29, 90, 92 e 100. E, hoje, apareceu com a número 9.

A ação gerou dúvida na imprensa e, ao revelar o número, a mídia mostrou ainda mais o uniforme novo do Flamengo. Foi uma boa estratégia, e não interferiu no contrato do Imperador com a Nike.

Resta saber, agora, se o jogador ficará tempo suficiente no clube para criar ainda mais vínculo com o torcedor. Isso é essencial.

Por Erich Beting às 18h10

Adriano está mais para Imperador ou Fenômeno?

O Flamengo lançou com pompa nesta quarta-feira no Rio o patrocínio com a Olympikus, como havíamos antecipado por aqui no já distante dia 23 de abril. E o evento de lançamento marcou a nova fase de Adriano no clube carioca.

O Imperador poderá provar, fora de campo, que tem potencial para ser um fenômeno de vendas do Mengão. A Olympikus está por trás do investimento para o pagamento de salários do jogador. Em troca, a empresa espera comercializar produtos relacionados ao atleta, mantendo a maior distância possível do seu contrato com a Nike.

E logo no primeiro evento OLK-Fla já deu para ver como será essa delicada relação. Adriano esteve com o uniforme do clube, fabricado pela nova parceira, mas calçou chuteiras da empresa americana (veja na foto abaixo, divulgada pela VipComm, agência de comunicação da Olympikus).

Essa difícil relação vai marcar o dia-a-dia de Adriano na Gávea e em eventos do patrocinador do clube.

Para que o negócio dê certo, a tênue linha que separa um patrocínio do outro não poderá ser quebrada, ainda mais pelo histórico da ruptura do Flamengo com a Nike. Com o decorrer do tempo, Adriano terá de provar se é possível ser um fenômeno de vendas que justifique o investimento em seus salários.

Atualmente, não dá para dizer que isso será possível. Principalmente porque Adriano precisa voltar a inspirar a compra de todo e qualquer tipo de material alusivo a ele e ao Flamengo. Se isso não ocorrer, o negócio não sai.

Para entender como a tarefa é difícil para o jogador: Muricy estava com um projeto engatilhado para ter um boneco seu licenciado pelo São Paulo. O projeto ruiu com a saída do treinador. Para fazer licenciamento de atletas e treinadores no país, o primeiro problema para se resolver é a permanência mínima do personagem no time. E, ainda mais, a sua ligação com o clube.

Por Erich Beting às 18h03

A agressão do Real Madrid ao patrocinador

A febre que se transformou a apresentação de Kaká no Real Madrid parece ter turvado um pouco a mente de Florentino Pérez, seu presidente. Sem dúvida que foi um grande acontecimento, que mobilizou torcida e imprensa, mas o manda-chuva do Real Madrid anunciou uma atitude a ser tomada que é, no mínimo, curiosa.

O Real Madrid vai renegociar seus contratos de patrocínio. Sim, é notório que o clube está extremamente valorizado com Kaká e Cristiano Ronaldo, que deve causar ainda mais frenesi que o colega brasileiro. Mas e como é que ficam as situações de Adidas, BWin e Audi, os três patrocinadores que devem ser "abordados" pela sede de dinheiro do presidente do Real Madrid?

Quer dizer que, no ano passado, os patrocinadores pagaram pouco pela propriedade? Ou, então, que pagaram muito para um time que não valia tanto?

O Real Madrid mais forte deveria procurar fontes alternativas de receita. Até porque os investimentos em Kaká e Cristiano Ronaldo foram e continuam sendo altos. Mas não dá para exigir do parceiro, mesmo com o contrato em vigor, que tudo seja alterado de uma hora para outra.

O curioso é que, toda vez que o clube vai mal, o primeiro a se indignar com o questionamento do patrocinador é o próprio dirigente. Na temporada passada, o Real Madrid tomou um vareio de seus concorrentes. Nem por isso seus patrocinadores disseram que deveriam pagar menos por conta disso.

Lá, como cá, os dirigentes caem no mesmo erro. Valorizam apenas o produto que possuem em mãos, e não a parceria com o patrocinador...

Por Erich Beting às 12h41

30/06/2009

Quem avisa amigo é...

Arquitetos e engenheiros, pessoas que geralmente são práticas por natureza, já alertam desde o ano passado para a desorganização a respeito do futuro da Copa do Mundo no Brasil. Hoje foi a vez de o Sinaenco, que reúne os engenheiros, e de o grupo de arquitetos que projetaram os estádios para 2014, reclamarem de que a indefinição de local de abertura da Copa pode atrapalhar na definição de obras importantes para o Mundial brasileiro.

O Brasil foi escolhido no dia 30 de outubro de 2007 para ser a sede da Copa de 2014. Desde então, já se vão quase dois anos, e muito pouco foi feito. O primeiro resultado prático foi a escolha das sedes, em maio passado, curiosamente um ano e meio depois do anúncio da Fifa.

É a velha história. Quem avisa amigo é.

Do jeito que as coisas estão, o Brasil realmente terá de olhar muito mais para a África do que para a Alemanha como exemplo de (des)organização de uma Copa do Mundo. E os problemas disso não são refletidos apenas no bolso da população, que certamente pagará a maior parte da conta pelo atraso em diversos procedimentos que teriam de ser feitos.

Qual imagem o Brasil vai passar com essa Copa para o restante do mundo?

Por Erich Beting às 19h06

29/06/2009

Ronaldo deve ser "emissário da paz" em filme iraniano

O atacante Ronaldo está muito próximo de assinar um contrato para ser um dos protagonistas de um filme iraniano. A ideia é usar a imagem do jogador como um promotor da paz no Oriente Médio. A contratação do atleta está sendo conduzida numa negociação envolvendo seu procurador, Fabiano Farah, e o presidente da Câmara Brasil-Irã de comércio, Farrokh Faradji Chadan.

A ideia de contratar o jogador partiu de Chadan, que encampou a ideia de tentar criar um longa-metragem de ficção com o objetivo de diminuir o ódio entre os países do Oriente Médio. O roteiro do filme ainda está sendo fechado pelos iranianos Mansour Sohrabpour e Mohammad Latif.

O contrato entre Ronaldo e a Câmara de Comércio deve ser assinado nos próximos dias. As tratativas se desenrolam desde o mês de abril passado. Ronaldo deverá ser uma espécie de "emissário da paz" no filme, que retratará situações verossímeis do dia-a-dia de pessoas da região da Palestina. Sua aparição estará ligada à imagem reconhecida internacionalmente como jogador de futebol.

O primeiro resultado prático dessa procura por Ronaldo para o filme foi a confirmação do amistoso entre Corinthians e Flamengo na Palestina, para o final do ano.

Por Erich Beting às 21h59

Brahma "ganha" patrocínio da Fifa

A Copa das Confederações marcou o início da presença da marca da Brahma na Copa do Mundo. A cerveja brasileira esteve presente na publicidade ao redor do campo no jogo entre Brasil e Estados Unidos, no último domingo, fazendo a sua estreia como patrocinadora da Fifa.

A aparição da Brahma no torneio africano é uma espécie de "bônus" que a marca obteve com a compra da Anheuser-Busch em julho do ano passado pela InBev, grupo cervejeiro que é, entre outros, dono da Brahma. Desde 1994, a AB é patrocinadora da Fifa. Durante todos esses anos, ela usou a marca Budweiser, carro-chefe da empresa, nas aparições nos estádios dos Mundiais.

Agora, na África, foi feito um revezamento entre as duas marcas. O fato não é inédito. A Coca-Cola, desde 2006, usa mais de uma marca nas placas de publicidade.

A ação da Ab-Inbev aumenta a preocupação do mercado americano sobre o futuro do investimento da Bud no esporte. Quando o acordo de venda da AB para a Inbev foi fechado, a mídia dos EUA questionou a permanência da empresa no patrocínio esportivo. Está cada vez mais claro que a AB não deixará de investir. Mas é fato que a Brahma ganhará mais espaço na internacionalização de sua marca.

E olha que ainda nem estamos em 2014...


Reprodução de imagem da TV, durante o Brasil x EUA de domingo.

Por Erich Beting às 20h24

28/06/2009

A falácia sobre a Lei Pelé

"Atualmente, os empresários criam fundos e tomam conta do mercado do futebol por completo. Ainda por cima, fazem centros para que sejam criados jogadores, tarefa dos clubes. Aí o que acontece? Eles (empresários) possuem centros de treinamento, mas ainda falta a vitrine”.

A frase é de Márcio Braga, que acaba de voltar à presidência do Flamengo. Sua reclamação surgiu numa entrevista coletiva em que apresentou o projeto de parceria do Flamengo com o CFZ e atirou contra a Lei Pelé e a atuação dos empresários no futebol.

Dizer que a Lei Pelé quebrou os clubes e abriu o campo de atuação para o empresário é algo que não cola mais. E a justificativa é dada pelo próprio Márcio Braga, dentro da frase que foi publicada em matéria aqui no UOL.

“Ainda por cima, fazem centros para que sejam criados jogadores, tarefa dos clubes”.

Ué, se é tarefa dos clubes, porque então não fazer e formar atletas o próprio clube, sem deixar a tarefa para o empresário? Hoje, São Paulo e Internacional são os dois times que mais investem em categorias de base. E, também, são os que mais faturam com a exportação de jogadores para o exterior...

O clube só quebra se gastar mais do que pode arrecadar. Com ou sem passe, a dívida do Flamengo era monstruosa antes de 1998, quando a Lei Pelé foi aprovada e antes de 2001, quando ela entrou de fato em vigor, acabando com a figura do passe.

E, desde aquela época, o Flamengo ainda não tinha o seu CT, mesmo com o próprio Braga já tendo sido presidente do clube...

Por Erich Beting às 13h37

Sobre o autor

Erich Beting passou pela Folha de S.Paulo, foi repórter especial do diário Lance!, criou em 2005 a Máquina do Esporte, veículo pioneiro na cobertura dos negócios do esporte no Brasil e atua como comentarista do canal BandSports. É consultor editorial da Universidade do Futebol e professor dos cursos de pós-graduação em Gestão e Marketing Esportivo da Universidade Gama Filho, da Faculdade Trevisan e da Universidade Anhembi-Morumbi.

Sobre o blog

Erich Beting escreve sobre negócios do esporte e analisa o noticiário do ponto de vista econômico, do marketing e da gestão esportiva.

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