Blog do Erich Beting

Busca

29/08/2009

Calção do Palmeiras próximo de virar história

Sinceramente, agora pedirei demissão do cargo de repórter atrás da notícia! Depois de Cosan e Lupo, agora foi a vez de começar a virar pó o acordo do Palmeiras com a Unimed Seguros para patrocinar o calção do time alviverde.

E agora o problema não é valor. Mas sim "apenas" o contrato existente entre Palmeiras e Samsung. Em troca dos R$ 15 milhões anuais, o clube acordou em deixar todas as propriedades do uniforme para o patrocinador. Ou seja, é a empresa quem decide se uma marca pode ou não aparecer na camisa, calção e meia do clube.

Até aí, nada de errado. Foi uma forma que o Palmeiras encontrou de faturar mais do patrocinador (praticamente o dobro do que ganhava da Fiat em 2008) e de a Samsung garantir uma boa exposição de sua marca, sem conflito com outras marcas, otimizando o retorno do patrocínio.

Só que, no caso da Unimed, o que houve foi uma tremenda falha de comunicação entre clube e Samsung. O Palmeiras achou que tinha a permissão da empresa para negociar o calção, sem ter alterado o contrato existente. E, com isso, passou a negociar a propriedade.

No fim, a situação é péssima para todos. O clube, que fica com uma imagem ruim com o patrocinador existente e com o futuro (além de perder R$ 4 milhões do acordo novo), o patrocinador atual, que corre o risco de ser visto como vilão da história, e o novo patrocinador, que não consegue o negócio e fica receoso com a atitude do próprio clube.

O caso revela o quanto faz falta a profissionalização do departamento de marketing de um clube. O esporte precisa aprender a negociar o seu produto e, principalmente, a ser eficiente na hora de vender as suas propriedades comerciais. Até mesmo para renegociar contratos existentes, como foi o caso de agora entre Palmeiras e Samsung.

Por Erich Beting às 12h07

28/08/2009

Pool de TVs pode ser indício para 2016

Essa é uma espécie de teoria da conspiração. Mas que pode ser também um indício. A cada dia se aproxima a decisão sobre a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. O Rio de Janeiro segue muito forte na grande bolsa especulatória de quem levará o troféu. E, pode ter certeza, burburinho entre mídia e mercado é sinal de que, pelo menos, alguma coisa de concreto tem.

E, para aumentar a minha sensação de teoria da conspiração que faz um leve sentido, ontem o Comitê Olímpico Internacional anunciou que Band, Globo e Record transmitirão em TV aberta os Jogos de 2016. O pool de tantas emissoras é inédito. Até 2008, apenas Band e Globo exibiam a competição, que como já se sabe será exclusiva da Record em 2012.

A última vez que as três emissoras mais interessadas em esporte do país exibiram a mesma competição foi em 2007, nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.

Pode ser um forte indício de que a história se repetirá. Mas, até agora, é mais um ingrediente para a bolsa de apostas. Em 2 de outubro a gente saberá se poderemos colocar essa decisão das emissoras em mais um elemento da lista de motivos para os Jogos terem ido para o Rio de Janeiro.

Por Erich Beting às 19h25

27/08/2009

A número 3 chegou para ficar

A história das camisas 3 dos times de futebol começa, finalmente, a virar regra no Brasil. Ontem foi a vez de o Corinthians estrear seu novo uniforme "roxo". E hoje foi dia também de o Palmeiras anunciar um recorde de vendas da camisa azul.

Nessa história, mérito para os fabricantes de material esportivo, que cada vez se esforçam para criar um novo tipo de assunto para fazer a camisa 3 ser interessante. E é louvável também o fato de os clubes permitirem que seus uniformes sejam muito diferentes. O torcedor, tão carente de algo especial e único para ele, agradece.

Por Erich Beting às 16h18

26/08/2009

Uma proposta diferente para o vôlei

Cheguei há pouco do Rio de Janeiro, onde acompanhei o lançamento da equipe da Unilever no vôlei. Agora, a gigantesca empresa que controla diversos produtos (o portfólio vai desde higiene até sorvete) vai dar o nome ao até então Rexona-Ades.

É uma mudança de filosofia de investimento da própria empresa. No lugar de um produto, a companhia como um todo passa a abraçar o projeto do vôlei. O primeiro resultado prático disso foi o contrato firmado até 2012 com o time. Ou seja, é uma garantia que poucos clubes de vôlei têm de permanecer praticamente quatro anos em atividade sem ter de se preocupar com patrocinadores.

Além disso, com a mudança de sede do time para o Maracanãzinho, agora a empresa se preocupa em criar um projeto integrado de marketing para o torcedor, com o objetivo de tornar rentável, ou pelo menos sustentável, jogar no ginásio. Isso exige que sejam feitos vários investimentos em ações de relacionamento com a torcida, algo que o vôlei, até hoje, sempre deixou de lado.

É uma proposta diferente, que pode render diversos frutos para a maneira como o vôlei se vê como produto. Até agora, sempre a preocupação era vender o conceito de que valia a pena o investimento porque a empresa daria seu nome ao time. Isso é legal, sem dúvida, mas não pode ser apenas isso.

Enquanto o vôlei não se preocupar em achar fontes alternativas de receita além do patrocínio, e enquanto não mostrar ao eventual patrocinador o quanto é valioso esse torcedor, a modalidade continuará a viver esse período de incerteza em relação à permanência de um patrocinador.

Por Erich Beting às 17h16

25/08/2009

Batavo, enfim, faz ação com o Corinthians

Demorou quase meio ano para que a Batavo, enfim, decidisse ir um pouco mais além no seu patrocínio ao Corinthians. A empresa dará início, nos próximos dias, ao primeiro projeto para mostrar que é a patrocinadora do Corinthians. A Batavo realizará ações nos pontos de venda de supermercados com os torcedores do Timão.

É um início. E já mostra como não se pode restringir um patrocínio à exposição em mídia que a camisa fornece. A ação é apenas para reforçar que a Batavo é patrocinadora do Corinthians. Não envolve a necessidade de comprar o produto da empresa para poder participar.

Uma das grandes sacadas da ativação do patrocínio é poder se apropriar da propriedade sem causar rejeição a nenhuma outra torcida. Não é porque a Batavo faz a ação com o Corinthians que ela “fecha as portas” para outras empresas.

Muitas empresas têm receio de causar rejeição nos torcedores por patrocinar um clube (essa foi a justificativa dada pelo Pão de Açúcar, por exemplo, para patrocinar a seleção e não uma equipe).

Mas o retorno que um patrocínio pode gerar em aumento de vendas para uma empresa é muito maior do que qualquer perda de dinheiro pela rejeição do consumidor.

Por Erich Beting às 20h22

24/08/2009

Telhanorte rompe com o Guarani

Em pouco mais de um mês, fez água o acordo entre Telhanorte e Guarani. E o que sobra, ao que tudo indica, é uma discussão que vai dar ainda muita confusão.

A empresa diz que houve uma discordância em relação ao prazo de pagamento do patrocínio, a princípio firmado até dezembro deste ano. Já o Guarani, em comunicado publicado em seu site, diz que o contrato era de apenas um mês de duração, podendo ser prolongado até o fim do ano.

Não lembra o Guarani, porém, que quando assinou o contrato o clube comemorou o fato de ter um parceiro para ajudá-lo na empreitada rumo à Série A do Brasileirão. Agora, o Bugre tem de se contentar em ver "o outro time de Campinas", como gosta de se referir à Ponte Preta, estampar a marca da Tehanorte e, mais do que isso, ganhar o dinheiro que poderá ajudá-la a voltar à elite nacional.

É cada vez mais difícil, hoje, trabalhar com patrocínio esportivo. Quando se consegue o mais complicado, complica-se o que seria mais fácil...

Por Erich Beting às 16h42

O marketing de emboscada no vídeo do Palmeiras

Conforme prometido, segue o vídeo feito pela Adidas para a camisa azul do Palmeiras. Mais uma boa sacada viral. E, importante notar, a estratégia de marketing de emboscada feita pela Adidas. Pierre, um dos principais protagonistas do vídeo, é atleta da Nike. E Marcos, que encerra o vídeo, é patrocinado pela Topper. Tanto que o goleiro não usa luvas no filme. Veja abaixo.

Por Erich Beting às 00h04

23/08/2009

Palmeiras consegue triplicar valor de calção

Finalmente o Palmeiras anunciou o patrocínio com a Unimed Seguros para o calção do time. Depois de flertar com a Cosan e quase acertar com a Lupo, o clube conseguiu uma valorização de 350% no negócio originalmente proposto.

Depois de quase fechar com o grupo Cosan por R$ 1 milhão ao ano, o Palmeiras conseguiu agora um acordo de R$ 3,5 milhões com a Unimed ao ano, sendo que o clube receberá R$ 4 milhões até o final de 2010. Acordo que começou a ser discutido há quase um ano e que só agora voltou à carga até ser fechado.

O negócio acabou sendo excelente para o Palmeiras, e permitirá à Unimed uma grande exposição da marca. Resta saber se a empresa tem preparado um plano para ir além dessa exposição.

Em tempo: a Unimed que patrocinará o Palmeiras não tem nada a ver com aquela que expõe sua marca na camisa do Fluminense. São braços diferentes do grupo, com verbas distintas.

Por Erich Beting às 14h47

Sobre o autor

Erich Beting passou pela Folha de S.Paulo, foi repórter especial do diário Lance!, criou em 2005 a Máquina do Esporte, veículo pioneiro na cobertura dos negócios do esporte no Brasil e atua como comentarista do canal BandSports. É consultor editorial da Universidade do Futebol e professor dos cursos de pós-graduação em Gestão e Marketing Esportivo da Universidade Gama Filho, da Faculdade Trevisan e da Universidade Anhembi-Morumbi.

Sobre o blog

Erich Beting escreve sobre negócios do esporte e analisa o noticiário do ponto de vista econômico, do marketing e da gestão esportiva.

Histórico

© 1996-2009 UOL - O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.