Blog do Erich Beting

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09/10/2009

Talismã vira patrocínio para Rubinho

O talismã virou apoio para o piloto Rubens Barrichello, da Brawn GP. Depois de ter sido visto usando a camisa do Corinthians em cinco etapas do Mundial de Fórmula 1, o brasileiro acertou contrato de patrocínio com a Batavo, que também apoia o clube paulista.

A ideia de patrocinar Rubinho surgiu pela exposição que o piloto conseguiu ao aparecer com a camisa do Corinthians – isso aconteceu antes de qualquer negociação, apenas porque o brasileiro é torcedor do clube. Ele usou uniformes alvinegros nas corridas de Austrália, Valência, Monza, Cingapura e Suzuka, com duas vitórias (Valência e Monza), uma segunda posição (Austrália), um sexto lugar (Cingapura) e um sétimo posto (Suzuka).

A partir da imagem de Rubinho com a camisa do Corinthians e da repercussão que ela teve, a Off Field, agência de marketing esportivo do grupo BRFood, e Renata Barrichello, irmã e empresária do piloto, decidiram fazer uma ação conjunta. Todo o dinheiro do patrocínio será destinado ao instituto Barrichello Kanaan, entidade social que o brasileiro mantém.

Com 286 GPs disputados na carreira, Barrichello venceu duas vezes nesta temporada. O brasileiro tem 71 pontos na Fórmula 1 2009, 14 a menos do que o companheiro de equipe Jenson Button, que lidera o Mundial.

Para mais informações, leia a notícia na Máquina do Esporte.

Por Erich Beting às 19h50

Brasil: o país do rúgbi?

O Comitê Olímpico Internacional acaba de confirmar a inclusão do rúgbi e do golfe no programa dos Jogos Olímpicos de 2016. Há décadas fora do programa olímpico, as duas modalidades voltarão a figurar no evento justamente quando da edição brasileira.

Será que o Brasil poderá, finalmente, descobrir o rúgbi como esporte capaz de ter uma boa massificação? Para quem não sabe, depois de Jogos Olímpicos e Copa do Mundo de futebol, a Copa do Mundo de rúgbi é o terceiro maior evento esportivo do planeta.

Recentemente, na Máquina do Esporte, entrevistamos Eduardo Silveira Mufarej, que coordena o GRAB, Grupo de Apoio ao Rúgbi Brasileiro. O projeto é fazer com que as seleções brasileiras da modalidade tenham recursos para poder desenvolver mais o esporte no Brasil. Com Jogos Olímpicos, o Brasil precisará desenvolver, de fato, o esporte. O propósito do GRAB poderá ganhar adeptos e, muito mais, ser um modelo de gestão para diversas outras modalidades, que precisam primeiro ter um planejamento de longo prazo para dar certo.

Por aqui, o trabalho do rúgbi é "facilitado" pelo futebol. Campo para a prática da modalidade é o menor dos problemas. Resta, agora, um plano diretor para que o esporte, de fato, "pegue". O prazo para isso é de, no máximo, cinco anos.

Por Erich Beting às 09h05

08/10/2009

Extra, Extra!

Abaixo, reprodução da capa de hoje do jornal Extra, do Rio de Janeiro. É a cutucada, na ferida, do que é o Rio nada olímpico de hoje para aquilo que se sonha em ver. Como sempre dito por aqui, é o momento para mudar a história.

E, ainda bem, a opinião pública se mobilizou. E tem de cobrar seriedade. Só assim o bonde vai passar e todos poderemos ter certeza de pegá-lo confortavelmente...

 

Por Erich Beting às 12h30

O preço da camisa

A Lupo entrou para o mercado de fabricação de uniformes de futebol. Depois de “namorar” o mercado com o patrocínio a clubes, a empresa decidiu apostar no que dá mais grana para o fabricante, que é a camisa de um clube de futebol.

Com o Náutico como primeiro time em seu portfólio, a Lupo decidiu apostar numa outra frente para ganhar da concorrência. A ideia, agora, é tentar fazer a camisa oficial do time um artigo mais “barato”, ou pelo menos mais acessível ao público.

O propósito é nobre, afinal ele tenta fazer do futebol um produto mais próximo do maior número de pessoas. Essa, aliás, é a reivindicação de 11 em cada dez clubes de futebol quando chega um novo parceiro comercial.

Mas, provavelmente, a estratégia vai se mostrar infrutífera no médio prazo, com a camisa tendo o preço nivelado ao das demais fabricantes e dos demais clubes e, com isso, deixando de ter essa cara de algo mais “acessível” para ser um produto para poucos.

Hoje, uma camisa de futebol tem um preço. E ele é alto!

Não adianta a imprensa espernear, dizer que o clube não se preocupa com o pobre torcedor.

Afinal, já passou da hora de a opinião pública perceber que o esporte tem um custo de produção elevadíssimo. E que, nessa cadeia, todo mundo tem de ganhar dinheiro, já que é o trabalho quem produz o uniforme.

Para fazer uma camisa que ajude na performance do atleta, por exemplo, é preciso investir dinheiro em pesquisa, em produto, em qualidade de material, em novas tecnologias. Fora isso, o que quase nunca se discute é que, numa camisa de futebol, você tem um produto em que duas marcas estão envolvidas: o fabricante do uniforme e o próprio clube.

A venda de uma camisa tem de remunerar o fabricante e também o clube. Isso sem falar no lojista que vende para o consumidor e no governo, que morde uma bela fatia em impostos.

O torcedor quer usar, logicamente, a mesma roupa que o atleta que o representa.

Daí o mercado se abrir tanto para a falsificação de produtos. Em busca do consumidor das classes D e E, os piratas fazem a festa, amparados por uma legislação permissiva e, também, por uma falta de empenho de clubes e fabricantes em acabar com a farra do consumo de um produto que, geralmente, só deturpa o valor de suas marcas. Isso sem falar na polícia, que pouco esforço faz para coibir a ação do falsificador.

E por que não fazer um produto mais barato para resolver o problema? Porque produto barato geralmente não significa produto de qualidade. O fabricante que entra no mercado percebe isso rapidamente, e trata de fazer um produto que traga mais “respeito” à marca; tanto à dele quanto à do clube.

O próprio torcedor cobra a “grife” na camisa do seu time. E aí, não tem muito o que se fazer. Quem “sofre” pode até ser o consumidor final. Mas já passou da hora de se perceber que esporte, hoje, tem um alto custo. Tanto para produzir o espetáculo quanto para consumi-lo.

E o preço de uma camisa já não é tão barato assim...

Por Erich Beting às 11h59

07/10/2009

Mundial de 2000 segue a render frutos ao Corinthians

O Mundial de Clubes da Fifa, conquistado pelo Corinthians no ano 2000 e contestado até hoje pelos torcedores de outros times, parece continuar a render bons frutos ao clube paulista. Essa é a constatação dos dados preliminares da nova promoção de fotos na camisa de jogo do time.

A mecânica é quase igual à do ano passado, quando o clube loteou o uniforme com fotos de torcedores estampadas em camisas usadas em quatro jogos. A diferença é que, agora, a camisa só será usada na partida contra o Flamengo e que, em vez de um ex-jogador, quem apadrinha o modelo é um time histórico do clube.

Até agora, as vendas são maiores da camisa alusiva à conquista do Mundial de 2000. Dos 190 espaços reservados, 70 já foram comercializados, ao preço de R$ 800 cada um. Em segundo lugar está o time campeão paulista de 1977, que na avaliação do marketing do clube seria o campeão de vendas.

O resultado mostra, mais do que a superficial discussão de que se o título de 2000 valeu um campeonato mundial ou não, um caminho que o marketing alvinegro pode tomar. Nada como ter a resposta do consumidor para saber se é possível caminhar para uma ou outra direção...

Por Erich Beting às 15h14

06/10/2009

A pressão está toda no Rio. A Copa agradece

A pressão toda da opinião pública se voltou para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Já se cobra, corretamente, a seriedade do Brasil no projeto olímpico. Ganham com isso os brasileiros mesmo, afinal a maior parte da conta olímpica será da iniciativa pública.

Mas a gritaria geral na cobrança para o Rio de Janeiro fez sumir outro debate, também muito importante, sobre a realização da Copa do Mundo no país.

O foco da mídia e do próprio público, por conta da herança maldita do Pan, foi para cima do Brasil olímpico. O país do futebol, que já fez tantos desmandos no seu processo de definição das sedes do Mundial, de financiamento do torneio, de poucas garantias para as obras necessárias para o evento e coisas do gênero parece ter sido deixado para escanteio.

Espero que seja apenas coisa de momento. Mas o fato é que temos de continuar a questionar por que as arenas precisam de recursos públicos, por que não se definiu a sede do torneio (dois projetos estão estacionados à espera dessa definição, que está atrasada por meras questões políticas), por que o diretor executivo do Comitê Organizador ainda não foi definido...

O Brasil da Copa do Mundo se aproxima cada vez mais da África do Sul. E é na falta de atenção da opinião pública que residem todos os temores em desvios e desmandos. Que o digam os dirigentes de esportes que estão afastados do canhão da mídia...

Por Erich Beting às 13h14

05/10/2009

Reflexos olímpicos

"Trazer os Jogos para a América do Sul pela primeira vez e cristaliza a ascensão do Brasil como poder econômico e político". Análise contida no "The Wall Street Journal", dos Estados Unidos, na edição desta segunda-feira.

"O COI premiou a situação geoestratégica brasileira (serão os jogos de todo o continente, da América Latina) e a pujança econômica ascendente deste gigantesco país, cada vez mais emergente e menos terceiro-mundista". Avaliação feita pelo "El País", da Espanha, ainda nesta segunda, três dias depois da derrota de Madri.

Ao mesmo tempo, a IMG, maior empresa de marketing esportivo e mídia do mundo, acelerou o processo de criação de uma base no Brasil. O projeto, que estava em primeira marcha e já tinha sido revelado aqui no blog, passou agora para a reta final. Até o final do ano é provável que a nova estrutura esteja em funcionamento.

Sim, não podemos permitir que seja feito pouco caso da injeção de dinheiro público na realização dos Jogos Olímpicos. Temos de fiscalizar, e muito, a responsabilidade financeira da execução das obras do Rio-2016. Mas não é por causa dessa herança maldita do Brasil colonial, formado à base da corrupção, que temos de ser radicalmente contra o evento.

Do contrário, continuaremos a fugir dos nossos problemas em vez de nos esforçarmos para melhorar a condição de muitas coisas, entre elas do esporte.

É inegável que coisas boas também vão surgir com a Olimpíada no país. Acima, alguns reflexos imediatos dessas novidades.

Por Erich Beting às 12h30

Sobre o autor

Erich Beting passou pela Folha de S.Paulo, foi repórter especial do diário Lance!, criou em 2005 a Máquina do Esporte, veículo pioneiro na cobertura dos negócios do esporte no Brasil e atua como comentarista do canal BandSports. É consultor editorial da Universidade do Futebol e professor dos cursos de pós-graduação em Gestão e Marketing Esportivo da Universidade Gama Filho, da Faculdade Trevisan e da Universidade Anhembi-Morumbi.

Sobre o blog

Erich Beting escreve sobre negócios do esporte e analisa o noticiário do ponto de vista econômico, do marketing e da gestão esportiva.

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