Blog do Erich Beting

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04/12/2009

O que farão os brasileiros na Cidade do Cabo?

Qualquer prognóstico técnico, a tanta distância da Copa do Mundo, é mero chutômetro. Acho apenas que o grupo do Brasil é teoricamente o mais difícil dos oito, sendo que a França acabou dando "sorte" de não ser cabeça-de-chave e pegou um grupo bem mais fraco.

Mas aqui vou me ater a um detalhe interessante que o sorteio das chaves do Mundial proporcionou.

Quase toda a operação do Brasil na Copa está baseada na Cidade do Cabo. Casas de relacionamento, pacotes turísticos e mais um monte de outras facilidades para as empresas realizarem ações promocionais foram deslocadas para a "Rio de Janeiro" da África do Sul. Só que o Brasil caiu no grupo G...

Com isso, se a seleção chegar até a final da Copa, dos sete jogos que vai disputar, apenas um ocorreria na Cidade do Cabo. E justamente a semifinal, quando as ações de relacionamento são bem menos certas de acontecerem, exatamente pela existência da fase do mata-mata no Mundial. Em caso de o Brasil ser segundo do grupo, aí a cidade mais turística da África receberia duas partidas da seleção.

No final das contas, a "sede" do Brasil será mesmo Johanesburgo, cidade pouco atrativa para o turismo, mas com uma das melhores condições de infraestrutura para quem vai trabalhar no Mundial. Se tudo der certo, o país fara quatro dos sete jogos da Copa na cidade.

Do ponto de vista dos negócios, o grupo G deixou os jogos da seleção brasileira um pouco mais distantes do público brasileiro que estará nas ações de marketing da Copa. Para as empresas do Brasil, isso significa um pouco mais de investimento em locomoção. Para o torcedor, a chance de viajar um pouco mais pelo país do Mundial. Algo que, do ponto de vista de promoção da África do Sul, é extremamente interessante.

Por Erich Beting às 18h55

As marcas dos clubes

Uma discussão recorrente por aqui e em diversos lugares onde se debate a gestão e o marketing no esporte é sobre o poder das marcas dos clubes, especialmente aqueles ligados ao futebol. Algo que sempre procuro deixar claro é que é muito difícil você mensurar qual o poder da marca de um clube. Principalmente pelas enormes variáveis que existem no esporte.

Durante muitos anos os clubes listados na bolsa, à exceção da Inglaterra, oscilavam de valor de mercado conforme o desempenho do time dentro de campo. Em Portugal e na Itália esse quadro ainda perdura, com as ações de Porto, Benfica, Sporting, Roma, Lazio e Juventus variando conforme a bola entra ou não no gol adversário.

Mais importante do que determinar, porém, qual é a marca de um clube, é realizar pequenas ações que, somadas, representam grandes gestos. Na última quarta-feira o Milan apresentou uma parceria com a fabricante de celulares Nokia. No evento, foi mostrado o lançamento do Nokia 7310 Supernova AC Milan Special Edition. O celular não é um modelo daqueles ultra-modernos, com todas as funcionalidades e inutilidades possíveis. Mas tem como grande diferencial ser "o celular do torcedor rubro-negro".

"Estamos felizes de oferecer ao torcedor um telefone fácil, intuitivo e completamente personalizado, que irá atender aos grandes apaixonados pelo Milan de terem sempre junto a imagem do clube que amam", afirmou o diretor de marketing da Nokia na Itália, Marco Vichi.

O Milan não é patrocinado pela Nokia. Apenas fechou um acordo para um licenciamento de aparelho de telefone celular. Aqui no Brasil, duas das maiores torcidas do país são patrocinadas por fabricantes de aparelhos celulares (o São Paulo com a LG, o Palmeiras com a Samsung). Nenhuma das duas empresas, até hoje, fez evento de lançamento de um produto personalizado para o seu patrocinado.

E onde está o problema?

Pelas bandas de cá, ainda há muito o conceito de que um torcedor rejeita uma marca por conta do patrocínio ao time alheio. Sendo assim, a maioria das empresas apostam apenas na exposição que a camisa do time dá para a marca para se dar por satisfeita em sua atuação no esporte. Samsung e LG já poderiam, há tempos, ter criado e colocado à venda nas lojas celulares personalizados de Palmeiras e São Paulo. Assim como poderiam, também, ter procurado outros clubes para parcerias do tipo.

O potencial da marca de um clube se mede pela quantidade de ações que podem ser feitas para o torcedor. Muitas vezes reclama-se que o esporte não está profissionalizado a ponto de saber tirar o melhor proveito de suas marcas.

Mas será que as empresas estão? Em tempo, abaixo segue a foto do celular do Milan, extraída do site da Nokia, para vermos como o produto licenciado no futebol pode ser de alta qualidade.

Por Erich Beting às 01h31

03/12/2009

Agora a CBF quer levar a fama...

A CBF quer, agora, levar a fama pelo formato de disputa do Campeonato Brasileiro.

Notícia que acaba de ser publicada no site da entidade defende o sistema como "o mais legítimo nos aspectos esportivo e de interesse de público".

Bom, quem acompanha o blog sabe que considero os pontos corridos o melhor sistema para a disputa do Brasileirão, mas por aspectos que vão além do mérito esportivo e do interesse do público. Só que é demais a CBF, que liderou boicote frustrado do Estatuto do Torcedor em 2003, resolver chamar para si a "responsabilidade" de ter feito o Brasileirão por pontos corridos. Reconhecer o sucesso da fórmula é uma coisa, mas querer levar a fama pela mudança do formato de disputa do campeonato é demais...

Por Erich Beting às 19h37

A força da grana...

Ela ergue e destrói coisas belas, como já profetizou Caetano Veloso. Mas, agora, só faltava essa.

A Fifa estuda dar uma "bonificação moral" para a Irlanda pela não-classificação à Copa do Mundo. É patética a atitude da entidade no gerenciamento da crise surgida com a mão de Henry. Erro absolutamente compreensível de acontecer por conta da posição do árbitro, e vergonhoso pelo fato de o bandeira não estar na linha de fundo, como deveria ser, para acompanhar o lance.

Mas, daí, a anular a partida ou bonificar a Irlanda pela não ida à Copa é um despropósito. Enquanto não se permitir a ampliação tecnológica do trabalho do árbitro, tal qual a tecnologia ficou muito mais eficiente na transmissão esportiva (a ponto de flagrar erros assim), não é com um punhado de dinheiro que se resolve as coisas.

Se a moda pega, não há grana que dê jeito na Fifa. Muito mais barato (e sensato para preservar o esporte) seria investir na melhor capacitação tencológica dos árbitros e, mais ainda, no incremento da tecnologia para auxiliar o futebol.

Mas isso dá tanto trabalho que é melhor fazer uso da grana mesmo.

Por Erich Beting às 17h29

02/12/2009

A relação entre o gestor e o torcedor

"É por esse tipo de coisa que se algum jogador da Europa vier me perguntar sobre o Brasil, vou falar para não voltar. A diferença é muito grande". A frase é de Edmílson, volante do Palmeiras, sobre o episódio envolvendo Vagner Love e torcedores do clube na tarde de ontem.

A matéria publicada no UOL mostra uma verdade muito dura sobre a profissionalização do gestor no Brasil em comparação à Europa. E Edmílson ataca o centro dessa questão com sua frase.

Por aqui, permite-se um espaço muito maior para a torcida e seus atos hostis do que pela Europa. Isso não significa, obviamente, que o torcedor europeu não haja em bandos, não seja preconceituoso, não seja violento. Pelo contrário. Lá, tal como cá, a violência do torcedor que atua em bando é tão grande quanto. Mas lá, diferentemente daqui, o torcedor está num patamar, e o gestor, em outro, totalmente distante e isolado.

As torcidas organizadas da Europa são fortes e atuantes nos estádios. Mas o espaço destinado a elas é o mesmo do torcedor "comum". Não há preferência para compra de ingressos, não há entrada diferenciada no estádio, muito menos situações com essas torcidas atuando como uma espécie de agência de viagens do clube, ou a serviço do torcedor.

Dirigente de futebol é uma função, torcedor do clube é outra. Essa distinção permite que o gestor tome decisões mais seguras quanto à entrada do público no estádio e sofra muito menos pressão da torcida no exercício de suas atribuições.

Pensar em ver dirigente em festa de torcida é algo totalmente distante da realidade europeia ou americana, locais em que a gestão esportiva encontra-se em nível mais avançado do que aqui.

Mas, mais do que isso, o que o caso Vagner Love nos faz pensar é no papel da torcida organizada no dia-a-dia de um clube. Radicalmente, o torcedor organizado é um "pirata" das propriedades do time. Eles se apropriam de símbolos e imagens do clube para lucrarem milhões em causa do "samba" ou do ato de "torcer". Isso para não entrar em insinuações de formações de organizações criminosas dentro de torcidas, que podem ou não existir (e não apenas dentro de uma torcida).

Não dá para o futebol, atualmente, permitir que o torcedor organizado torne-se "dono" do time. Não é o time que tem a torcida, mas a torcida que tem um time. Quantas vezes essa expressão já foi cunhada para definir a importância do torcedor dentro de um clube.

É lógico que, sem torcida, a chance de um time prosperar é menor. Mas, sem o clube, a função da torcida simplesmente deixa de existir. Historicamente as torcidas organizadas se embrenharam dentro do cotidiano dos clubes de futebol do Brasil. Assim como, na Inglaterra, os hooligans tomavam conta dos clubes.

Foram necessárias as mortes de centenas de torcedores para a Inglaterra dar um basta na violência dos torcedores. Hoje, o grau de profissionalismo que existe dentro dos clubes impede que o torcedor tenha vida ativa dentro do clube e, até mesmo, fora dele.

Enquanto a impunidade for a marca das atividades dos torcedores de futebol no Brasil, será impossível pensar num futebol mais profissionalizado no país.

Por Erich Beting às 17h24

01/12/2009

A credibilidade do esporte

O tema já foi debatido aqui algumas vezes e, agora, volta à tona com a pretensa "marmelada" que se avizinha na decisão do Campeonato Brasileiro. Assim como em qualquer área de atuação, a ética é o que permeia aquilo de mais precioso para um produto, que é a sua credibilidade. Muitos críticos aos pontos corridos argumentam que o formato de disputa do campeonato abre espaço para as malas de dinheiro deturparem o resultado decisivo. Agora, mais ainda, a rivalidade pode ser responsável por definir um campeão.

Só que o problema não está no formato de disputa, e sim na falta de ética. Não há como montar um código de ética para o esporte, porque é muito subjetivo dizer que um atleta se machucou de propósito, ou que um time entregou um jogo. Mas é possível modificar as atitudes para chegar aquilo que é mais precioso: a credibilidade.

Quando estourou o caso Nelsinho Piquet, a Fórmula 1 foi eficiente em "limpar" a sua imagem. Baniu-se (ir) responsáveis, tirou-se a impressão de jogo sujo. O estrago já estava feito, mas a resposta rápida serviu para preservar a integridade da disputa. Ou, pelo menos, a sensação de integridade.

Só que, neste Brasileirão marcado pelo equilíbrio, ver a competição se encerrar com suspeita de "amolecimento" de um adversário em detrimento do rival é ficar boquiaberto com a incompetência de visão de longo prazo do gestor esportivo. Mais importante do que A ou B ser campeão, fundamental é você ter um campeonato forte, com todas as equipes em condições iguais de competir em alto nível. Do contrário, a credibilidade em torno da competição vai embora.

Ter um campeonato manchado pelos STJDs, pela entrega de resultado ou erro de arbitragem é ter a falta de confiança de todos no produto. O torcedor, como muitos comentaram aqui no blog, simplesmente perde a crença na legitimidade do campeão. O patrocinador pensa duas vezes antes de colocar seu dinheiro no futebol. E a mídia fica propensa a falar de escândalos e não do que verdadeiramente importa, que é o resultado da competição.

Que o esporte é um grande negócio, não há dúvidas. Mas que, sem credibilidade, esse negócio perde força, também não tem o que se questionar.

O título de um Flamengo, um Inter, um Palmeiras ou um São Paulo não pode ser creditado ao resultado de uma ou outra partida. Se isso vier a acontecer, quem perde não é o Grêmio ou o Corinthians com um rival fazendo a festa, mas o campeonato como um todo.

É preciso um choque de imagem no Campeonato Brasileiro para mostrar que existe seriedade no esporte. A mesma seriedade que foi exigida - e alcançada - quando acabaram-se as viradas de mesa, quando os times de grande torcida caíram e subiram na bola. Não à toa, o produto futebol passou a ser bem mais interessante depois dessa virada de página.

É um processo pelo qual também precisam passar os políticos neste país. Preservação, ou resgate, da credibilidade é algo que deveria permear o gabinete de qualquer político ou a cadeira de qualquer gestor esportivo. Só assim o produto atrairá o interesse das pessoas.

Por Erich Beting às 13h02

30/11/2009

Pontos corridos ou mata-mata?

Foi só colocar uma pincelada sobre o quão bacana está essa fase final de Campeonato Brasileiro que o pessoal já voltou ao debate sobre pontos corridos ou mata-mata. Ainda não deu para responder a todos, mas vai aqui um comentário um pouco mais profundo para tentar resolver algumas dúvidas e rebater alguns argumentos.

O primeiro ponto que acho importante salientar é sobre a "legitimidade" do campeão numa ou outra forma de disputa do torneio. Tanto faz a fórmula, o vencedor sempre é o melhor time.

O Flamengo, que muitos questionam pelo jogo contra o Corinthians e pelo que vem contra o Grêmio, leva a melhor nos confrontos diretos contra os três outros postulantes ao título. Ou seja, não é por conta de partidas contra times teoricamente desinteressados que ele será campeão.

A outra questão é a da emoção. O torneio é emocionante em ambas as disputas. Que o diga o Brasileirão deste ano. A diferença básica (e aí sou favorável aos pontos corridos) é que no mata-mata só duas torcidas, teoricamente, têm interesse na decisão. Para os outros, não há nada em jogo. E isso não mobiliza as pessoas. Isso se reflete em estádios mais cheios e também nos índices de audiência da TV.

Mas o ponto que é o maior diferencial para a fórmula dos pontos corridos é a previsibilidade da disputa. Ela é fundamental para planos e projetos de patrocínio. Os clubes sabem, desde 1º de outubro deste ano, a tabela do Campeonato Brasileiro de 2010. Nas renegociações de patrocínio, ele já pode determinar com o patrocinador quais planos de ação podem ser feito, em quais datas ele poderá atuar em seu estádio, de que forma essas ações poderão ser feitas. Num torneio em mata-mata, não existe qualquer possibilidade de um planejamento de longo prazo. A certeza de retorno com ações, para um patrocinador, dura apenas até a metade do ano.

E o que isso acarreta? A verba de patrocínio ou se torna menor ou deixa de existir. A caçada por um patrocinador fica ainda mais difícil, uma vez que ele deixa de ter certeza sobre qual plano poderá colocar em prática. Sim, em nenhuma das duas formas de disputa é possível saber que o time chegará até longe. Mas a imprevisibilidade do resultado dentro de campo é o diferencial do esporte. O que facilita, e muito, é o time saber previamente quanto jogos fará ao longo do campeonato.

Quanto à audiência da TV, a mudança é praticamente nula. A queda da audiência da Globo nos últimos anos não é fruto do formato do campeonato, mas sim da mudança de comportamento do consumidor. O baque é geral, atinge novelas, séries e telejornais. Além, é claro, do esporte.

Por fim, para o clube, a receita de bilheteria se torna uma grande aliada nesse final de campeonato. No mata-mata, se o time já está garantido na fase final, a renda de bilheteria sofre uma queda. Se a equipe já não tem pretensões, idem. Será que a torcida do São Paulo levaria 20 mil pessoas ao Serra Dourada se fosse um jogo que valesse apenas a vaga nos mata-matas decisivos do campeonato?

Desde 2006 que o Brasileirão bate, a cada ano, o recorde de público dos últimos tempos. A média já está na casa dos 18 mil torcedores, número que remonta aos anos 80, quando a capacidade dos estádios era bem maior do que atualmente. Só o Maracanã tinha o dobro de tamanho atual.

No final das contas, os pontos corridos valem pela segurança que os seus participantes têm de gerarem mais dinheiro. E isso leva a outro benefício para o torcedor. Mais grana em caixa para formar um time em melhores condições de vencer...

Em tempo
Serão oito jogos, e não nove, os decisivos nesta última rodada do Brasileirão. Atlético-MG x Corinthians transformou-se em amistoso pelo fato de o Timão já estar na Copa Santander Libertadores em 2010. A vaga que o clube poderia perder na Copa Nissan Sul-Americana não existe, já que ele não poderá estar no torneio.

Por Erich Beting às 18h21

29/11/2009

E os pontos corridos, hein?

A última rodada do Campeonato Brasileiro só terá um jogo amistoso. Náutico x Avaí, nos Aflitos, faz um jogo que não interessa a ninguém. As outras nove partidas valem. Seja para saber quem será o campeão, quem estará na Copa Santander Libertadores, na Copa Nissan Sul-Americana ou para definir o rebaixamento.

Numa edição como a deste ano é que se forma a cultura do campeonato por pontos corridos para o torcedor e, principalmente, para a mídia. A transmissão da penúltima rodada do Brasileirão mostrou isso. Vinte times em disputa, emoção a toda hora, informações pulando na tela da TV ou do monitor a cada minuto, com classificação atualizada, torcida de um lado e de outro, movimentações na tabela e mais uma série de alterações no campeonato.

A essência dos pontos corridos é garantir aos clubes um planejamento de longo prazo, sabendo que a disputa estará de pé até o final. Para o patrocinador, é a certeza de exposição da marca o ano todo. E, para a mídia, é a garantia de que as rodadas decisivas são ainda mais emocionantes.

O Campeonato Brasileiro de 2009 chega à decisão com quatro times na luta pelo título, quatro em busca de três vagas na Libertadores, seis em disputa de três postos na Sul-Americana e quatro equipes na briga para fugir do rebaixamento (com duas vagas ainda em aberto).

Serão nove jogos em que o torcedor estará grudado na tela. Sem falar nos estádios lotados, nas rádios ligadas, nos tempos-reais da internet.

É, o Brasil não está acostumado a não ver uma final de campeonato...

Por Erich Beting às 19h23

Sobre o autor

Erich Beting passou pela Folha de S.Paulo, foi repórter especial do diário Lance!, criou em 2005 a Máquina do Esporte, veículo pioneiro na cobertura dos negócios do esporte no Brasil e atua como comentarista do canal BandSports. É consultor editorial da Universidade do Futebol e professor dos cursos de pós-graduação em Gestão e Marketing Esportivo da Universidade Gama Filho, da Faculdade Trevisan e da Universidade Anhembi-Morumbi.

Sobre o blog

Erich Beting escreve sobre negócios do esporte e analisa o noticiário do ponto de vista econômico, do marketing e da gestão esportiva.

Histórico

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