Blog do Erich Beting

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05/03/2010

O que o não de Woods ensina ao esporte

Tiger Woods recusou US$ 75 milhões de um patrocinador. O contrato de 5 anos oferecido pela casa de apostas irlandesa Paddy Power de fato não deve fazer muita diferença para o patrimônio bilionário do maior golfista da história. 

Mas o não de Woods à proposta ensina ao esporte muitas coisas. Nem mesmo com a abalada imagem após o envolvimento em escândalos sexuais Woods aceitou um novo patrocínio. Para o jogador o raciocínio é simples. Melhor do que aceitar um novo acordo de uma marca do controverso mercado de apostas esportivas é trabalhar para recuperar a boa forma, voltar vitorioso aos gramados e, lá na frente, quem sabe, pegar melhores patrocinadores. Seguem firmes os contratos com Nike e EA Sports e, em escala menor, com a Gillette. Mas Woods já perdeu os negócios com Rolex, Accenture, AT&T e Pepsico, sem contar outras oportunidades menores que poderiam existir. 

Só que o maior legado desse "não" à Paddy Power é mostrar que é preciso ter uma meta muito clara para o esporte quando se quer um patrocínio. E, mais do que isso, é preciso saber o que se quer de um patrocinador. Para o maior golfista da história, só faz sentido ter um patrocínio se ele for de uma marca que vá trazer melhor reconhecimento de sua capacidade como atleta, melhor percepção de sua força como atleta, melhor posicionamento de sua imagem frente a um determinado tipo de público.

O negócio de Tiger Woods é jogar golfe. O resto vem na esteira do sucesso do desempenho esportivo. Muitas vezes o esporte não compreende que esse é o caminho lógico para obter sucesso esportivo e financeiro. Aceitar o dinheiro que lá na frente pode vir a lhe causar incômodos e arranhar a imagem (mesmo ela estando desgastada) não parece um bom negócio para o golfista.

Por Erich Beting às 16h18

01/03/2010

Brasil vestirá vermelho em Londres

O último amistoso do Brasil antes da Copa do Mundo pode marcar uma novidade na história da seleção nacional. Pela primeira vez o time brasileiro pode entrar em campo vestindo vermelho para disputar um jogo de futebol.

Entre Nike e CBF já está acertado que os jogadores comandados por Dunga no jogo contra a Irlanda vão a campo vestindo o agasalho vermelho da campanha "Lace Up Save Lives". O projeto, ligado ao movimento "Red", do cantor Bono Vox, busca combater a Aids na África. O programa voltado para a Copa do Mundo foi lançado na semana passada pela companhia durante evento em Londres.

A seleção brasileira deverá usar o agasalho que está na foto abaixo durante a execução do hino nacional. Depois, o time vestirá o novo uniforme amarelo, apresentado na última quarta-feira pela companhia americana. Segundo o assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva, a realização da ação depende do crivo da comissão técnica brasileira. Por isso mesmo, Nike e entidade preferem não confirmar que, de fato, o Brasil entrará no campo de vermelho.

Por Erich Beting às 20h48

Sobre o autor

Erich Beting passou pela Folha de S.Paulo, foi repórter especial do diário Lance!, criou em 2005 a Máquina do Esporte, veículo pioneiro na cobertura dos negócios do esporte no Brasil e atua como comentarista do canal BandSports. É consultor editorial da Universidade do Futebol e professor dos cursos de pós-graduação em Gestão e Marketing Esportivo da Universidade Gama Filho, da Faculdade Trevisan e da Universidade Anhembi-Morumbi.

Sobre o blog

Erich Beting escreve sobre negócios do esporte e analisa o noticiário do ponto de vista econômico, do marketing e da gestão esportiva.

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