Blog do Erich Beting

Busca

26/06/2010

Fifa arma esquema especial para clássico na Copa

A Fifa fará um esquema especial de segurança para o jogo de amanhã, entre Inglaterra e Alemanha, pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo. O confronto foi considerado de segurança máxima pela entidade, que revelou ter discutido novas medidas de segurança com o Comitê Organizador Local do Mundial.

"Anteontem fizemos uma reunião. Haverá um aumento no número de seguranças. Alguns vocês verão, outros vocês não conseguirão ver", disse Jérôme Valcke, secretário geral da Fifa.

O jogo foi enquadrado no mesmo nível do confronto entre Inglaterra e EUA, pela abertura do Grupo C do Mundial. Na ocasião, o receio era contra atentados terroristas na partida. Agora, como há uma histórica rivalidade entre ingleses e alemães, a Fifa considera ser importante evitar confrontos entre torcedores.

Em Rustenburgo, palco do jogo entre ingleses e alemães, ocorreu o maior esquema de segurança nos jogos deste Mundial. Por conta disso, a saída de torcedores do estádio foi caótica. Com todos os acessos fecahdos para aumentar a vigia sobre os torcedores, as pessoas demoravam cerca de 2h para conseguir deixar o estádio.

Por Erich Beting às 07h30

25/06/2010

Jabulani torna-se líder de vendas mundial

Fale mal, mas fale de mim. A tese parece se aplicar, pelo menos até pouco mais da metade da Copa, para a Jabulani, a bola do Mundial. Todo o frenesi causado em torno da Jabulani, que até nome virou, fez com que a Adidas batesse recorde de vendas do objeto.

De acordo com Thomas Van Schaik, chefe global de relações públicas da fabricante alemã, já foram vendidas 13 milhões de unidades da Jabulani, das 20 milhões de bolas vendidas pela empresa neste ano. O número é visto com otimismo pela Adidas, que calcula poder ultrapassar ainda mais a marca até o final da Copa. Com isso, a Jabulani é a bola mais vendida do mundo, seguida pela bola da Liga dos Campeões da Europa, também da Adidas, que comercializou 3,5 milhões de unidades neste ano.

No final das contas, a polêmica em torno da bola da Copa até ajudou para que esses resultados fossem alcançados. Com a mídia em todo o mundo dando ainda mais bola para a bola, aguçou no consumidor o desejo de conhecer a famosa Jabulani. Seja para dizer que faz melhor que o cara na Copa, seja para justificar o mau desempenho na pelada de final de semana.

Por Erich Beting às 16h46

23/06/2010

Na África, maior legado é "febre" americana

Ninguém entende tanto de negócios do esporte quanto os americanos. São eles, afinal, os inventores dos primeiros casos de promoção de marcas por meio das competições esportivas, desde o começo dos anos 1900. Mas, até então, o futebol vivia meio que à margem dessa realidade dos Estados Unidos.

A liga profissional do "soccer" só foi ser formada em 1995, meio que à força, depois de o país abrigar a Copa do Mundo um ano antes. E, desde então, a MLS sobrevive a duras penas, graças a ideias de marketing e lampejos de bom investimento de empresários que veem ali uma chance de se fazer dinheiro.

Mas parece que, agora, os EUA decidiram se render ao futebol. Graças a uma geração de atletas talentosos, que consegue levar seu time aos lugares mais altos do futebol mundial. A emocionante vitória sobre a Argélia dá a mostra de quanto o futebol começou a ser repercutido no país. Twitter com celebridades de outras modalidades e até relatos de festa na Casa Branca evidenciam que uma possível febre de bola pode tomar conta dos americanos nos próximos dias.

Se isso, de fato, acontecer, o maior beneficiado será o esporte.

O Mundial da África do Sul pode ter como grande legado o despertar do interesse americano pelo futebol. Vindo da nação que mais sabe fazer do esporte um show para o público, essa pode ser uma das melhores notícias para a globalização completa do esporte mais globalizado do mundo. E o impacto disso poderá ser sentido nos próximos anos, com um aumento do interesse de TVs, empresas e público americano pelo futebol.

Ainda é cedo para dizer, mas há uma tendência para que o futebol ganhe mais um mercado nessa Copa da África. E que mercado!

Por Erich Beting às 22h24

Sobre o autor

Erich Beting passou pela Folha de S.Paulo, foi repórter especial do diário Lance!, criou em 2005 a Máquina do Esporte, veículo pioneiro na cobertura dos negócios do esporte no Brasil e atua como comentarista do canal BandSports. É consultor editorial da Universidade do Futebol e professor dos cursos de pós-graduação em Gestão e Marketing Esportivo da Universidade Gama Filho, da Faculdade Trevisan e da Universidade Anhembi-Morumbi.

Sobre o blog

Erich Beting escreve sobre negócios do esporte e analisa o noticiário do ponto de vista econômico, do marketing e da gestão esportiva.

Histórico

© 1996-2009 UOL - O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.