Blog do Erich Beting

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11/11/2010

Roma Antiga teve o atleta mais bem pago da história

Os primórdios do uso do entretenimento como ferramenta de marketing datam da Roma Antiga. A famosa política do Pão e Circo adotada no Império Romano é a origem de toda a indústria que hoje engloba esporte, teatro, cinema, música, etc. Não à toa, o Coliseu era uma das grandes arenas multiuso do passado, algo que só agora o Brasil volta a achar um "grande negócio".

Só que o mais curioso é um fato que era pouco estudado e que, agora, pode deixar no chinelo o marketeiro esportivo que acha que o mercado hoje nunca antes foi visto na história. Matéria da revista História Viva (leia aqui) mostra que um pesquisador americano foi atrás da fortuna que os esportistas daquela época faziam.

Sim, esqueçamos os filmes de gladiadores. O grande negócio daquela época era a corrida nas bigas. Tanto é que em Roma, ali bem ao lado do Coliseu, há os restos de um espaço que abrigava as corridas de biga, mostrando que a ideia de se criar uma área para promover diferentes tipos de atividades de lazer para a população é algo tão inovador quanto os imperadores romanos.

Bom, mas o fato é que, dentro desse cenário todo, coube ao corredor de bigas Caio Apuleio Diocles ganhar o título de atleta mais bem pago da história. De acordo com a pesquisa, ele amealhou US$ 15 bilhões em 4.275 corridas que disputou na vida. Pelé, Tiger Woods, Michael Schumacher, Michael Jordan, Roger Federer e diversos outros podem deixar a coroa de lado. Diocles é o rei.

Por Erich Beting às 11h42

10/11/2010

O marketing do não-jogo de equipe da Red Bull

"Prevejo um final de campeonato igual a um filme de Hollywood. No pior dos cenários, nós ficamos sem o título, mas tudo bem, ganharemos no ano que vem. Nossa filosofia permanece a mesma porque isso é um esporte e deve permanecer como esporte". A frase é de Dietrich Mateschitz, dono da Red Bull.

Além de ser uma crítica mais do que direta ao jogo de equipe feito pela Ferrari e que mantém Fernando Alonso muito bem na disputa pelo título mundial de pilotos, a declaração do fundador da empresa é também uma lição para qualquer empresa que pensa em investir no esporte.

Por mais dinheiro envolvido, por maior retorno financeiro que você tenha com um título, nenhum marketing é melhor do que manter a condição de disputa em pé de igualdade, vencendo, no final das contas, aquele que foi mais bem preparado para isso.

Essa é a essência do esporte.

Ao defender isso, Mateschitz acerta em cheio uma discussão importante para o mundo do esporte. Dinheiro não é tudo. Curiosamente, o ensinamento vem de uma das empresas que investe mais dinheiro em esporte, mesmo não sendo uma companhia que dependa do esporte para viver. Talvez até por isso a Red Bull seja um caso de estudo para qualquer um que pense em marketing esportivo nos dias de hoje.

Por Erich Beting às 16h02

09/11/2010

O homem mais rico do Brasil entra no esporte

Eike Batista, o homem mais rico do Brasil, decidiu que vai surfar na onda dos megaeventos esportivos que desembarcam por aqui a partir de 2013. Nesta manhã, um comunicado à imprensa anunciou a criação da IMGX, empresa que tem o grupo multiempresário EBX, controlado por Eike, e a IMG, maior agência de marketing esportivo do mundo, como sócios. O intuito da nova empresa é aproveitar as oportunidades que surgirão nesse oásis que abrigará Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 (leia a matéria completa aqui).

Para a IMG, o interesse no mercado brasileiro é óbvio. Para qualquer agência que atua no esporte, o foco está no Brasil. Mas o que leva o já bilionário Eike a investir no esporte? Com certeza ele ganhará muito mais dinheiro com obras de infraestrutura para Copa e Olimpíada do que com a gestão de patrocínios e eventos ligados a eles.

Só que o esporte abre portas, confere uma aura mais mística a quem está nele. E, sem dúvida, atrairá cada vez mais os investimentos das empresas.

Mas a pergunta que fica, para quem já vive há algum tempo dentro do marketing esportivo, é uma só: Existe tanto dinheiro assim para entrar no mercado? Afinal, com a confirmação da IMGX, já são pelo menos seis grandes empresas sendo formadas desde o término da Copa do Mundo da África (as estrangeiras Octagon e Havas e as brasileiras Sport Strategy, Geo Eventos e 9ine).

É muita gente grande para um mercado que ainda nem sequer começou a andar.

Por Erich Beting às 16h27

E agora, Bernardinho?

Bernardinho admitiu, em entrevista à revista "Alfa", a marmelada no jogo do Brasil contra a Bulgária, durante a inédita campanha do tricampeonato mundial do vôlei masculino brasileiro. O grande comandante da equipe, considerado por muitos o responsável pelo sucesso do time nacional, afirmou que está arrependido do que fez.

Na última década, o sucesso do treinador dentro das quadras extrapolou para fora dela. Garoto-propaganda, palestrante, gestor esportivo... Bernardinho parece transformar em ouro tudo o que toca.

Mas e agora? O que será dessa imagem ao confessar a entrega do jogo?

Muito melhor, a meu ver, foi ter admitido que houve corpo mole do Brasil para ter vida mais fácil no Mundial. Mas o grande problema é que isso aconteceu muito depois de o fim não ter justificado o meio. Ou de pelo menos não ter ficado aquela boa impressão sobre o episódio.

Será que Bernardinho continua a ser um bom nome para pensarmos em palestras motivacionais, em trabalho em equipe? O ponto de interrogação continua. Dentro de quadra, como treinador, poucos conseguem superar a sua qualidade. Talvez isso sustente o futuro do treinador fora das quadras. Mas, para isso, ele precisará ser o mesmo Bernardinho de sempre.

Por Erich Beting às 11h58

08/11/2010

Agora podemos trabalhar, por favor?

Mais um capítulo na polêmica escolha de São Paulo como sede de abertura da Copa do Mundo. Parece que a escolha política venceu mesmo e, apesar de ainda ser um projeto, a arena do Corinthians em Itaquera deverá ser a sede do jogo inaugural do próximo Mundial.

Mas, se continuarmos a apenas discutir projetos, teremos Itaquera como sede da Copa do Mundo de 2054, talvez!

São Paulo precisa descer do pedestal de se considerar a "locomotiva" do país para agir como tal. Se quiser receber a Copa do Mundo sem dar vexame, não pode deixar passar mais três anos, até porque esse prazo simplesmente não existe.

Não há mais tempo de pensar onde e como será o estádio para a Copa. Até porque essa lenga-lenga já passou, e muito, de ser assunto.

Agora é hora de trabalhar. Afinal, as desculpas eleitoreiras acabaram.

Por Erich Beting às 17h55

Sobre o autor

Erich Beting passou pela Folha de S.Paulo, foi repórter especial do diário Lance!, criou em 2005 a Máquina do Esporte, veículo pioneiro na cobertura dos negócios do esporte no Brasil e atua como comentarista do canal BandSports. É consultor editorial da Universidade do Futebol e professor dos cursos de pós-graduação em Gestão e Marketing Esportivo da Universidade Gama Filho, da Faculdade Trevisan e da Universidade Anhembi-Morumbi.

Sobre o blog

Erich Beting escreve sobre negócios do esporte e analisa o noticiário do ponto de vista econômico, do marketing e da gestão esportiva.

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