Blog do Erich Beting

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19/11/2010

Correção: muita gente viu a ação do sub-23

Deixo aqui meu pedido de desculpas e faço a correção. A ação dos Correios foi vista por muita gente, sim.

A TV Esporte Interativo mostrou a ação dos carteiros, não só na exibição dos jogos para a TV aberta (sintonizada em parabólicas e canais UHF em algumas praças), como também pela internet e todas as suas mídias. Aliás, mais importante ainda, a propriedade foi criada pela equipe da EI e vendida para os Correios, que inteligentemente aceitou o projeto.

Falha do blogueiro, que por conta da selvageria de prédios paulistana não consegue sintonizar a antena UHF nem em casa, nem no trabalho.

Felizmente a boa iniciativa atingiu, teoricamente, 30 milhões de lares, dos 55 milhões que existem no país. Teoricamente porque nem todo mundo estava com a TV ligada na EI durante os jogos. Mas sinal de que a iniciativa não ficou restrita ao campo de jogo.

Por Erich Beting às 17h31

Correios faz ação no sub-23 que "ninguém" vê

A ideia foi sensacional. O Correios foi um dos patrocinadores do Campeonato Brasileiro sub-23 que aconteceu como preliminar de diversos jogos do Brasileirão da Série A deste ano. A propriedade a que a empresa tinha direito era muito bacana. O jogo só começava quando um carteiro entregava uma encomenda ao trio de arbitragem. A caixa continha a bola que seria usada para dar início à partida.

É a típica ação que une perfeitamente o que faz o patrocinador com uma das coisas mais essenciais do futebol, a bola do jogo. Algo bem similar àquilo que a Fifa fez na última Copa do Mundo, quando o árbitro retirava a bola da partida de um pedestal, em que você, no caso, podia ver claramente a marca da Adidas aparecendo na bola.

Mas, diferentemente da Copa, quando essa ação era exclusiva para atender ao público que acompanhava os jogos pela TV no mundo todo, aqui no Brasil essa ação dos Correios ficou restrita a quem estava presente no estádio.

O Sportv, que foi o canal que exibiu com exclusividade os jogos do torneio, simplesmente ignorou a ação e só mostrava a imagem do centro do gramado quando a bola já estava lá no chão, pronta para a partida começar, e o "carteiro" tinha deixado o gramado.

Nesse caso, não dá para culpar a emissora. Bola fora de quem pensou a ação, que deveria ter um acerto comercial também com quem transmitia o evento. Afinal, um carteiro não faz parte de um jogo de futebol, está ali exclusivamente para gerar mídia e exposição para a empresa. Daí a necessidade desse acordo. No caso da Copa do Mundo, a Fifa obrigava a exibição da imagem da bola pelas TVs, e era apenas ela quem recebia o dinheiro da Adidas pelo patrocínio. Obviamente que isso só é viável por se tratar de uma Copa do Mundo.

No caso do Sub-23, a ação só seria completa se tivesse esse acordo comercial que espalhasse o conceito para o torcedor em casa, que sem dúvida foi a maioria. Mas ações inovadoras como essa são absolutamente necessárias para manter viva a criatividade dentro do marketing esportivo. É só conferir como a cena é inusitada e divertida na foto abaixo.

Por Erich Beting às 08h26

18/11/2010

Rivaldo pode ser o Ronaldo em Mogi?

Rivaldo vai jogar o Campeonato Paulista pelo Mogi Mirim, clube que é presidido por ele. Mais do que ser o dono da bola, a decisão do pentacampeão mundial tem por trás aquele misto de interesse e desespero do gestor esportivo. Como conseguir levantar verba para manter um clube pequeno em atividade?

Desde que o calendário do futebol brasileiro adotou o campeonato por pontos corridos e destinou para os Estaduais três meses de existência, a vida dos clubes menores ficou mais difícil. Se, antes, com o calendário extenuante de meio semestre de competições estaduais e a outra metade de Brasileirão, o risco que havia era de um clube ficar apenas metade do ano em atividade, agora isso caiu para três meses ativos e outros nove parados.

Esse é o maior risco que o Mogi corre no ano, caso não tenha nenhuma outra grande competição a jogar. Dessa forma, a decisão de Rivaldo é para tentar ajudar seu clube a ter mais verba para aguentar o ano. Afinal, o atrativo que ele representa para o Mogi Mirim é grande o suficiente para fazer o clube conseguir atrair patrocinadores.

Mas, para que a tática dê certo, o clube precisa estar preparado para conseguir vender bem suas propriedades. Do contrário, ele será apenas uma atração a mais para a televisão. A questão é saber se Rivaldo consegue, guardadas todas as proporções, ser tão importante quanto Ronaldo foi para o Corinthians.

Por Erich Beting às 18h36

17/11/2010

Data Fifa vira painel eleitoral para 2018 e 2022

Brasil x Argentina em Doha. Inglaterra x França em Londres. Portugal x Espanha em Lisboa. Os três jogos representam muito mais do que grandes clássicos do futebol mundial. Todos eles têm por trás um investimento pesado de Qatar, Inglaterra, Portugal e Espanha, num dos últimos esforços dos países postulantes a receber as Copas do Mundo de 2018 e 2022.

Esses três jogos simbolizam a reta final de decisão das sedes das duas próximas Copas do Mundo, que será feita em 2 de dezembro próximo. Em meio aos escândalos de manipulação de dirigentes, os países investem pesado para convencer a Fifa de que merecem receber o Mundial.

No Qatar, Zidane é um dos astros convidados para acompanhar a partida, em investimentos que chegam a quase US$ 10 milhões. Em Portugal, o duelo com a Espanha está sendo chamado de "Promoção Ibérica", para a candidatura conjunta dos dois países.

O capítulo final de toda essa história, porém, será na semana que vem, no Rio de Janeiro. A Soccerex, no Rio de Janeiro, é o último evento pré-escolha da Fifa. Na programação da feira, há diversos eventos paralelos oferecidos pelas candidatas.

Numa Fifa cada vez mais capitalista, até mesmo postular receber uma Copa do Mundo virou um grande negócio.

Por Erich Beting às 15h34

Sobre o autor

Erich Beting passou pela Folha de S.Paulo, foi repórter especial do diário Lance!, criou em 2005 a Máquina do Esporte, veículo pioneiro na cobertura dos negócios do esporte no Brasil e atua como comentarista do canal BandSports. É consultor editorial da Universidade do Futebol e professor dos cursos de pós-graduação em Gestão e Marketing Esportivo da Universidade Gama Filho, da Faculdade Trevisan e da Universidade Anhembi-Morumbi.

Sobre o blog

Erich Beting escreve sobre negócios do esporte e analisa o noticiário do ponto de vista econômico, do marketing e da gestão esportiva.

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